Arquivo para outubro, 2010

Regina Boni e seus artistas favoritos.

A Marchande Regina Boni

Na edição deste mês da revista Joyce Pascowitch, saiu uma matéria e entrevista com  a influente Marchande de arte contemporânea e consultora de moda da cantora Mallu Magalhães, Regina Boni. Mulher antenada e de extremo bom gosto, foi figurinista da Tropicália, formadora de opinião e que entende de arte como ninguém.

 Confira abaixo trechos da entrevista com Regina, que fala o que pensa e cita seus artistas preferidos e aqueles não lhe agradam tanto. Vale a pena!

No mercado de arte, em quem os colecionadores devem investir?

Regina Boni: A fotografia está em alta e Miguel Rio Branco é a grande dica. Vik Muniz, que ainda vai valorizar mais; uma pintura do Dudi Maia Rosa, que o preço está bom; e os desenhos do Tunga são imperdíveis, porque papel está acabando e, por  isso, está virando um alto negócio, um investimento de grande importância.

Desenho feito por Tunga

Obra de Vik Muniz

Fotografia de Miguel Rio Branco

Obra de Dudi Maia Rosa

 

Fazer coleções de obras de arte está na moda?

Regina Boni: Super, para vermos como está confuso o papel da arte, que virou um assunto de moda, um produto de marketing. Em torno dela, gira poder social e econômico. Eu ajudo empresas e clientes particulares a fazer um acervo mais interessante, fugindo do que está na moda, com obras de valor real, além do valor do mercado. Outro dia, vi a foto de uma obra que era um carrinho de supermercado cheio de tijolos. Isso para mim não é obra, é um produto de arte. E tem muito colecionador desavisado que investe nisso e, com certeza vai perder dinheiro.

Quais são os seus critérios?

O valor cultural e histórico que a obra passa vir a ter, além da qualidade como investimento. Um Vik Muniz que eu vendi por US$60 mil há um ano e meio, hoje vale US$250,00, e com liquidez absoluta. Ele está com um alto poder de valorização.

O que determina a valorização de uma obra?

O mercado, o valor cultural e a força das instituições [museus e galerias]. Você não vai a um museu em Nova York que não tenha um Vik Muniz. Eu não gosto dele, mas reconheço a sua obra como um bom investimento.

Por que não gosta de Vik Muniz?

Acho ruim, publicitário. Ele fez um achado, que, num primeiro momento era interessante, mas se repetiu e está sem saída. Mas eu aconselho até meu filho a comprar uma obra dele.

De quais artistas você gosta?

Do Cildo [Meireles]Tunga, Waltercio, Zé Resende, Daniel Senise, Dudi Maia Rosa e da Beatriz Milhazes.

Beatriz Milhazes

Daniel Senise

Waltercio Caldas

Cildo Meireles

Por que Beatriz Milhazes virou um fenômeno?

Ela criou uma obra Brasileira, muito tropicalista, com elementos que lembram os adereços de escola de samba, cores e movimentos tropicais. Lembra também [os jardins do paisagista] Burle Marx (1909-1994) e tem uma força visceral, é revolucionária e irônica. E o mundo todo reconhece isso, tanto que pagam US$500 mil, US$600 mil por uma colagem dela.


Bienal Brasileira de Design 2010

No dia 31 de Outubro termina a Bienal Brasileira de Design 2010, que acontece em Curitiba. A cidade este ano recebe a Bienal com o tema “Design, Inovação e Sustentabilidade”. Essa é a primeira edição que conta com a realização de uma entidade que trabalha especialmente pela construção de uma cultura do design no Brasil e que tem foco na indústria.

O evento pretende democratizar o design e refletir sobre como projetar, produzir e consumir bens satisfazendo as demandas atuais, sem comprometer o futuro do planeta.  Uma novidade nesta edição é que a Bienal vai acontecer  em diversos pontos da capital paranaense, desde museus e universidades, locais públicos com alta circulação de pessoas, como parques além das exposições virtuais, que irão eleger  o produto destaque da Bienal 2010.

Ao todo, 38 conferencistas de diversos países se reúnem em Curitiba, onde discutem, promovem mostras, seminários, fóruns, workshops e ações educativas e culturais. 

Mais uma vez o design brasileiro mostra seu potencial e atrai atenção de todo o mundo. E vamos aguardar, pois a Bienal é itinerante, e em 2012 acontecerá em Belo Horizonte!


Dicas de ambientação

Um bom projeto de iluminação aliado á pequenos detalhes de decoração, podem mudar completamente o seu ambiente, o deixando muito mais agradável e bonito. Confira algumas de nossas dicas:

1. A iluminação pode ser muito útil para destacar pontos importantes do seu ambiente, como peças de design. Tente valorizá-las através de nichos e revestimentos, para ambientes comercias ou residenciais.

Escritório principal da Escada em Munich, Alemanha

2. Ambientes integrados podem ampliar o espaço e desta forma contribuir para o convívio. O uso de espelhos e a luz natural são elementos que além da amplitude que causam, são excelentes para locais em que há área verde ou paisagismo.

Apartamento em Amsterdam

3. Mix de texturas, como por exemplo, o uso de tecidos, tanto para revestimento de paredes ou mobiliário é uma boa alternativa com baixo custo.

Studio em Londrina, PR

4. Os espaços contemplativos são importantes.

Saffire Freycinet Resort na Tasmania

5. Não podemos deixar de lado a sustentabilidade. O uso de materiais ecologicamente corretos estão cada vez mais em voga. Madeiras de reflorestamento e demolição são interessantes, uma vez em que causam contraste se mescladas com móveis e peças de design mais ousado. Peças em acrílico e bambu também podem ser uma boa alternativa.

Casa com piso em madeira de demolição em Nova Lima, MG. Projeto do arquiteto David Guerra.

6. O bambu está em alta. A flexibilidade deste material revela maleabilidade e resistência, além de transmitir um bom gosto sutilmente oriental. É uma maneira criativa que cada vez ganha mais adeptos por não agredir o meio ambiente.

Bambu Chair, design de Hiroki Takada

7. As linhas de móveis para área externa,  estão cada vez mais elegantes, por isso não precisam ser necessariamente restritas ao seu título. À medida que bem colocadas, descontraem o ambiente.

Restaurante KAA em São Paulo, SP. Projeto de Arthur de Matos Casas.

8. A decoração pode ser vista como movimento. A correta distribuição para um cômodo, é aquela que utiliza verdadeiramente o espaço, o domínio faz com que seja algo verdadeiramente legítimo

Restaurante The Cave em Sydney, Australia. Projeto de Koichi Takada.

9.  Aproveite viagens para garimpar objetos exóticos e regionais¸ uma vez em que estes podem garantir personalidade chic e cool ao projeto.

Apartamento em Belo Horizonte, MG. Projeto de Beth Marquez.

10. Obras de arte podem dizer muito sobre a sua personalidade e sua cultura, nunca deixe de lado a importância do uso delas.

CasaCor-MG 2007, ambiente do arquiteto Carico.


29ª BIENAL DE ARTE DE SÃO PAULO – “Uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida.”

Começou no dia 25 de setembro, a 29ª Bienal de Arte de São Paulo, intitulada “Há sempre um copo de mar para um homem navegar”, verso do escritor alagoano Jorge Matheos de Lima. A busca pelo infinito próximo, serviu de inspiração para os artistas participantes.

Grandiosa na qualidade e quantidade, este ano, além do edifício principal, foi utilizada também, parte do espaço onde hoje está localizado o Museu de Arte Contemporânea.

Cento e cinqüenta e nove artistas vindos de diversas partes do mundo expõem mais do que uma obra cada, totalizando em cerca de trezentos e quarenta trabalhos, entre esculturas, pinturas, vários vídeos e expressões artísticas.

Além dos espaços voltados para os artistas exporem suas obras, esta edição inova ao criar galerias que os curadores denominaram “terreiros”, áreas com intuito de mostrar outras formas de arte. São cinco espaços entre as áreas de exposição, sendo um deles na área externa, conectando a Bienal com o parque.  Nos “terreiros” os visitantes podem descansar, conferir apresentações de performances, pesquisas e leitura. Um destes terreiros foi projetado por um estúdio Holandês e veio de navio para o Brasil.

Quem tiver a oportunidade, não deixe de ir á 29ª Bienal de São Paulo que acontece até o dia 12 de Dezembro.


Bem vindo à SÃO ROMÃO

A loja São Romão foi fundada em Março de 1994 por Tânia Dias Gontijo, Formada em Decoração pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.

 A proprietária, com sua experiência de mais de 10 anos no comércio de móveis de decoração idealizou uma nova loja, diferente de todas as existentes no mercado de Belo Horizonte na época. As lojas usuais só comercializavam móveis clássicos. Tânia tentou utilizar uma nova linguagem através da comercialização de móveis contemporâneos.

 No início, vendia apenas móveis de designers brasileiros. Os desenhos são os da marcenaria paulista Etel Carmona e do arquiteto, também paulista, Arthur de Mattos Casas, tratam-se de móveis nacionais com padrão de qualidade internacional.

 Com o passar do tempo, foram inseridos também no mix de produtos da loja, móveis de designers internacionais. Atualmente, a São Romão é uma das únicas lojas em Belo Horizonte que comercializa móveis nacionais com a qualidade dos importados, principalmente devido à produção se dar de forma quase artesanal, em pequena escala e com padrões de industrialização e qualidade total.

 Está situada à rua São Romão, número 88, Bairro São Pedro, zona sul da capital.

 Os consumidores da São Romão são em sua maioria decoradores e arquitetos. O mercado de decoração vem crescendo com os anos, principalmente depois da estabilização da economia nacional. Este setor é muito dependente do setor de construção civil, pois o maior investimento em móveis e objetos de decoração é em imóveis novos, ou recém reformados, existe também um mercado para aqueles que mudam o visual de sua residência sem fazer alterações significativas nos seus imóveis.

 A loja possui um atendimento personalizado às decoradoras, que só é realizado devido à experiência prática aliada aos conhecimentos teóricos da escola de Decoração. A comercialização de produtos de altíssima qualidade também é um diferencial da loja. O mix de produtos é escolhido pessoalmente pela proprietária através de consultas a catálogos, revistas e livros específicos, bem como visitas a feiras nacionais e internacionais. Através da constante inovação, busca-se a satisfação contínua dos clientes e o acompanhamento das tendências de vanguarda do mercado de decoração mundial.

Seguindo esta tendência de atuar próxima aos profissionais de decoração, a Loja São Romão sempre participou do mais importante evento de decoração de Minas Gerais: a “Casa Cor”. Desde 1995, a participação da loja é bastante relevante.

Mais uma vez inovamos, e pretendemos ser uma fonte diária de informações para melhor atender aos arquitetos, designers de interiores, clientes e a quem se interesse por produtos e projetos no mundo do design contemporâneo.
Por se tratar de uma publicação online estamos aptos a apresentar o que há de novo em matéria de produtos, tendências, lugares interessantes e projetos de desginers de todo o mundo.

Fique à vontade e bem vindo à SÃO ROMÃO!